segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

UMA TRISTE REALIDADE




Adolescentes em situação de risco nas ruas

Uma sociedade que se pretende organizada deve ter sempre estabelecidas as prioridades da ação do Estado, como forma de dar sustentação a qualquer projeto de desenvolvimento. O desequilíbrio de qualquer face do sistema mostra o despreparo e o descaso das autoridades com a responsabilidade de oferecer oportunidades iguais e garantir os direitos individuais.

A existência de um enorme contingente de crianças e adolescentes em situação de risco nas ruas de Campinas é uma face perversa do desnível social, da incapacidade de a sociedade se organizar a ponto de garantir os direitos mais elementares dos seres humanos. Segundo levantamento do programa Construindo Uma Vida Melhor (Convim), foram identificados 500 jovens perambulando pelas ruas, em atividades entre distribuição de folhetos, mendicância, trabalho com material reciclável, venda de produtos diversos e moradores de rua (Correio Popular, 5/1, A12 e A13). A entidade ligada ao Movimento Vida Melhor (MVM) disponibiliza profissionais para o serviço de abordagem social e orientação, em associação com a Secretaria de Assistência Social.

A construção de uma sociedade moderna e evoluída pressupõe a arquitetura de uma série de providências que garanta a cada cidadão o seu direito, a sua liberdade e a igualdade de oportunidades. A dificuldade maior está na divisão de responsabilidades entre a sociedade civil e o Estado, onde se deve buscar o equilíbrio da autonomia e liberdade individuais. Definidas as prioridades, o foco deve ser sempre a questão social, balanceada de forma a atingir altos níveis de qualidade de vida.

Está evidenciado que a sociedade não dá conta da responsabilidade de prover adequadamente a educação a esses jovens, sequer consegue estender aos mesmos os benefícios existentes de forma clara e objetiva. Muitos dos jovens abordados sequer tinham noção de seus direitos e da estrutura disponível para atendê-los. Alguns confessaram-se satisfeitos com o pouco que conseguiam nas ruas para comer e sustentar o vício de drogas. Outros, demonstraram total desamparo e desorientação.

Trabalhos como este de identificação de menores em situação de risco devem ser intensificados e consequentes. Não basta apenas a aplicação das restrições legais quanto ao trabalho infantil, mas isso deve vir acompanhado de uma estrutura que permita aos jovens a reintegração na sociedade, o acesso à Educação e garantia de sustento. Enquanto esse equilíbrio não for atingido, só há o lamentar de tantas vidas desperdiçadas e a patente incapacidade da sociedade se organizar de maneira mais justa e humanitária.






CORREIO POPULAR DE CAMPINAS

TEMA SOBRE SAÚDE: DIABETES


Musculação diminui risco de diabetes
em mulheres, dizem cientistas
Redação SRZD







Boa notícia para as mulheres praticantes de musculação. Além de conquistarem corpos mais desejados pelos homens, o ato de levantar pesos ou fazer qualquer outra atividade semelhante de resistência muscular pode diminuir o risco de desenvolvimento de diabetes no sexo feminino, segundo estudo. A pesquisa foi realizada por cientistas da renomada Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.


Durante oito anos, os pesquisadores acompanharam cerca de 100 mil moças e no que se refere exclusivamente à diabetes, os benefícios da musculação superaram os do exercício aeróbico. As mulheres que treinam musculação no mínimo 150 minutos por semana tiveram uma redução maior na chance de desenvolver diabetes, quando comparadas à aquelas que não fazem nenhuma atividade física. O risco de obter diabetes tipo dois diminuiu em um terço.


Baseado em estudos anteriores, os especialistas já sabiam das vantagens da prática de atividades aeróbicas. No entanto, a análise de Harvard recomenda a musculação e exercícios de resistência para o dia a dia feminino, a fim de garantir uma prevenção maior. Os pesquisadores acreditam que a massa muscular mais desenvolvida funciona como uma espécie de "amortecedor" contra a doença. Isto porque o diabetes tipo dois se desenvolve a partir do mal funcionamento de células produtoras de insulina ou quando esta mesma substância não age da forma devida.












quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

HERDEIROS DO PRECONCEITO E VÍTIMAS DA COR


A ABOLIÇÃO CHEGOU...
E TROUXE  COM ELA OUTRAS FORMAS DE SOFRIMENTO.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
E NÃO ACABOU MEU TORMENTO.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
E HOJE VIVO NAS RUAS AO RELENTO.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
NÃO ME TROUXE CASA MAS SIM UM DOCUMENTO.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
NÃO ME QUEREM  POR PERTO,
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
CONTINUO ANALFABETO E  SEM TETO
ME RESTARAM OS MORROS E SEUS BOTECOS.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
ME VENDO POR POUCO,
PRA VOCÊS EU NÃO PRESTO.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
TROUXE COM ELA MAIS PRECONCEITO.
NÃO SOU TRATADO COMO UM SUJEITO.
SOU O RESTO, SOU  O MAL ELEMENTO.
QUE VIVE  NAS RUAS A VAGABUNDAR
E PEDINDO ESMOLAS.
A ABOLIÇÃO CHEGOU...
NÃO VEIO ACOMPANHADA DE POLÍTICAS  SOCIAIS
PARA DAR MELHORES CONDIÇÕES AOS EX-ESCRAVOS.
ATÉ PORQUE... A ABOLIÇÃO CHEGOU...
MAS NÃO ABOLIU O RACISMO, O PRECONCEITO
NÃO ABOLIU A MISÉRIA, A FOME,  OS TRAUMAS E DESRESPEITOS.


MATÉRIA SOBRE SAÚDE: HERPES


Herpes: sintomas, tratamento e prevenção

Saiba quais são as diferenças entre o Herpes Simples, 

genital ou labial, e o Herpes Zoster, na região torácica

O Herpes é uma doença causada por um vírus, que pode ser de dois tipos: o Herpes Simples, que se manifesta nos lábios ou na região genital; ou o Herpes Zoster, que geralmente aparece na região do tórax. 

O Herpes Simples, seja labial ou genital, é adquirido por contato direto com uma pessoa contaminada, seja pelo contato direto ou via relação sexual. As chances de transmissão são bem maiores se a pessoa infectada pelo vírus estiver com lesões ativas. 

Já o Herpes Zoster é a reativação do vírus da varicela (ou catapora) que a pessoa já havia adquirido, provavelmente na infância. 

“Tanto o vírus do Herpes Simples como o do Herpes Zoster ficam latentes, isto é, ‘adormecidos’ nos gânglios linfáticos. Quando há uma queda da resistência orgânica, da imunidade (exemplo: pós febre, trauma, quimioterapia, estresse, luz solar, desnutrição, menstruação, etc.), o vírus volta a se multiplicar, dando origem a um novo surto. O Herpes Simples tende a ter recorrências frequentes, enquanto o Herpes Zoster raramente recorre”, explica a dermatologista Juliana Muggiati Sípoli, da Clínica Millennium. 

Sintomas 
No Herpes Simples, tudo começa com uma sensação de queimação ou ardência, que geralmente antecede em dois dias o surgimento das lesões. “No início podem surgir bolinhas vermelhas que logo se transformam em pequenas vesículas agrupadas em cachos e cheias de um líquido claro. Essas vesículas se rompem, liberando o conteúdo líquido, que é repleto de vírus (portanto muito contagioso). A seguir formam-se as crostas (“casquinhas”), que depois de alguns dias cicatrizam”, comenta a dermatologista. Todo o processo pode levar de cinco a 14 dias. 

No Herpes Zoster, a sensação de queimação é mais intensa, e pode vir acompanhada de forte dor, que lembra uma dor muscular. “De dois a cinco dias depois surgem lesões semelhantes às do Herpes Simples, só que distribuídas em faixa, geralmente de um dos lados do tórax, seguindo o trajeto de um nervo”, reforça a especialista. Outras partes do corpo como ombro, braço, cintura, coxa e face podem ser afetados, mas geralmente é apenas um local por surto. Costuma durar até 14 dias e pode deixar como sequela dor ou sensação de queimação residual que pode persistir até por vários meses. 

Tratamento 
Há medicamentos antivirais orais e pomadas, além de analgésicos. As doses e o tempo de tratamento variam conforme o tipo de Herpes. Se o tratamento for iniciado em até 72 horas, há possibilidade de encurtar o surto e reduzir os sintomas da doença. Outra dica são os cuidados com a higiene, que podem evitar infecções bacterianas secundárias, a principal causa de cicatrizes residuais.
HAGAH PR




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

MATÉRIA SOBRE SAÚDE : DST E HIV / AIDS

Novos dados informarão ações para prevenção e assistência às DST e ao HIV/Aids em São Paulo


HIV

São Paulo, 2 de setembro de 2013 - Novos dados sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e HIV/Aids divulgados recentemente irão pautar o plano de trabalho a ser desenvolvido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) com o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, incluindo ações de prevenção e assistência no sistema prisional feminino do Estado de São Paulo.


Novo boletim epidemiológico
Na última terça-feira, 27 de agosto, um seminário realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo apresentou os dados divulgados no Boletim Epidemiológico de Aids, HIV e DST do Município de São Paulo e debateu estratégias de enfrentamento da epidemia de Aids. Segundo o boletim, o pico da epidemia de Aids na cidade de São Paulo ocorreu em 1996, com 67 casos por 100 mil habitantes. Já em 2010, foi observada uma queda de 53% na incidência da doença, com 21,3 casos por 100 mil habitantes.
Também houve uma redução na mortalidade por Aids, que caiu de 31 por 100 mil habitantes em 1995, para oito por 100 mil habitantes em 2010. Na distribuição por sexo chama a atenção o aumento da razão entre os sexos, que foi de 2 homens/1 mulher até 2010 e subiu para 3 homens/1 mulher em 2011. 
Com a profilaxia sistemática da transmissão vertical do HIV, houve uma queda de 68% na taxa de incidência da população de zero a quatro anos entre 2000 e 2004, seguida de uma nova queda de 26% entre 2008 e 2011.
Além disso, o boletim destacou que o envelhecimento das pessoas vivendo com HIV (PVHIV), devido ao aumento  tanto do número de  indivíduos que foram diagnosticados acima dos 50 anos como da sobrevida das PVHIV, traz demandas de saúde relacionadas às comorbidades, cada vez mais frequentes,  que deverão ser atendidas  pelo sistema de saúde. 
HIV e sífilis no sistema prisional feminino do Estado de São Paulo
Também em agosto, a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo divulgaram uma pesquisa preliminar sobre O HIV e a Sífilis no Sistema Prisional Feminino do Estado de São Paulo. Entre os eixos temáticos da parceria entre o UNODC e o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, destaca-se a área de prevenção e assistência às DST e ao HIV/Aids em contextos de vulnerabilidade, especialmente no sistema prisional.
Os dados mostram que 2,8% das 8.914 mulheres privadas de liberdade que participaram do estudo tiveram testagem positiva para o HIV, enquanto 7% testaram positivo para a sífilis. Entre as mulheres infectadas por HIV, 20% relataram já terem utilizado ou serem usuárias de drogas não-injetáveis. É importante ressaltar que estes dados ainda estão sob revisão.
O estudo foi realizado em todos os presídios femininos do estado de São Paulo entre 2012 e 2013. Dentre as 11.525 mulheres em privação de liberdade das 19 unidades prisionais consultadas, 83,2%, ou 8.914, fizeram os testes. A população carcerária feminina no país é de aproximadamente 33.289 mulheres.
Segundo a Coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo, Eliana Battaggia Gutierrez, o município colaborou com a pesquisa realizando treinamentos e executando testes rápidos para diagnóstico de HIV e sífilis nas penitenciárias femininas de Santana, São Miguel e Butantã. "Desta experiência resultou a convicção de que é necessário que o Programa Municipal e as demais áreas da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo passem a atuar sistematicamente na prevenção, profilaxia e tratamento de DST, HIV, Aids e hepatites junto à população privada de liberdade", afirmou Gutierrez.
Nara Santos, coordenadora da área de HIV/Aids do Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, ressaltou a importância de que as ações em parceria com  o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo sejam desenvolvidas com base em dados atuais: "Para uma resposta adequada à Aids e outras DST em contextos de vulnerabilidade, como o sistema prisional, é preciso conhecer a situação de prevalência e os fatores de vulnerabilidade associados".

O UNODC é um das agências co-patrocinadoras do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e é a agência líder da ONU para a prevenção do HIV entre usuários de drogas e entre pessoas vivendo em privação de liberdade.